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01/07/2017 | 2 min de leitura
Caminhando pelas calçadas de nossas cidades, quase sempre danificadas por buracos e os mais variados obstáculos, vemos as árvores quase sempre mutiladas pelas podas erradas, pelas ervas-de-passarinho, por suas raízes asfixiadas pelo calçamento, pela proximidade à fiação elétrica, ao meio-fio, muros, postes de iluminação, imóveis, equipamentos urbanos e muitos outros.
Danos em calçadas, provocados pelas raízes superficiais e as interferências dos galhos das árvores na rede de transmissão de energia elétrica, são as ocorrências mais típicas.
Estes problemas são muito comuns de serem visualizados e provocam, na grande maioria das vezes, um manejo inadequado e prejudicial as árvores. É comum vermos árvores podadas drasticamente e com muitos problemas fitossanitários, como presença de cupins, brocas, outros tipos de patógenos, injúrias físicas como anelamentos, caules ocos e podres, galhos lascados e outros.
Elas são mutiladas, ou mesmo eliminadas, quando das reformas urbanas como alargamentos de vias, consertos de encanamentos, manutenção da rede elétrica, construção e reforma de edificações residenciais, comerciais e mesmo institucionais.
Desse jeito são um risco para pedestres e veículos. As quedas naturais ocorrem pela idade avançada, cupins e até pela inevitável poluição do meio urbano. Mas muitas poderiam ser evitadas se as pessoas e as concessionárias elétricas tivessem um pouco mais de cuidado.
A poda é o pior inimigo. Com o objetivo de livrar a fiação, as podas desequilibram as copas, aumentando os riscos de tombamento, com graves prejuízos a veículos, pedestres e edificações. Caso seja feita de forma incorreta, pode agredir, desfigurá-las e até matá-las.
A necessidade de poda é a consequência do plantio de árvores inadequadas para o local. Nas ruas o crescimento das árvores precisa se compatibilizar com as redes de fiação, postes de iluminação, semáforos, letreiros e outros.
O ideal seria o preparo da árvore desde jovem, com podas de contenção, ou seja, com a redução da altura da copa, objetivando mantê-la abaixo da fiação aérea.
Os moradores também tem culpa quando cimentam em volta do tronco, podam de forma irregular, cortam as raízes que estão quebrando a calçada, plantam espécies exóticas na frente do seu imóvel, passam cal no tronco (as vezes pintam com tinta mesmo), colocam placas, enfim uma série de atentados as nossas árvores. Elas que nos dão vários benefícios, como a sua sombra, abrigo aos pássaros combate a poluição com o seu oxigênio, diminuição de ruídos, além de embelezar e diminuir a aridez provocada pelas edificações. Tudo isto sem nos cobrar nada em troca.
As árvores exercem grande influência sobre a qualidade de vida das pessoas, além de tornar a paisagem mais bela e agradável.
O problema poderia ser evitado com um bom planejamento, bem como com o envolvimento de empresas e da população em geral, através de programas de educação ambiental, procurando conquistar os moradores no processo de arborização ou rearborização da cidade.
A responsabilidade da calçada é do proprietário do imóvel, mas quem plantou a árvore que a danificou? De quem é a culpa por nossas árvores estarem assim?
Imaginem se nossas árvores fossem bem conduzidas, as calçadas bem feitas e padronizadas, certamente nossas cidades seriam muito mais bonitas. É preciso conversar, debater e trocar ideias para mudar esta realidade.
Paisagismo Brasil
Gilberto Matter
www.paisagismobrasil.com.br
pid@paisagismobrasil.com.br
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